Árvore de Decisão Clínica: um protocolo de decisão para psicólogos clínicos

Este material é um instrumento de apoio à decisão clínica. Ele não substitui formação, supervisão, julgamento profissional nem avaliação individualizada de cada caso. O que este material é: [1] uma heurística organizada de decisão, construída a partir de componentes com apoio empírico (TCC, DBT, TMC, ACT, pesquisa sobre aliança terapêutica). [2] um roteiro para os primeiros 3 a 10 minutos de um pico emocional em sessão. [3] um instrumento de treino: reduz a variabilidade da conduta em situações de alta pressão. [4] compatível com qualquer abordagem que aceite regulação emocional como alvo clínico.

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Diferencial
É um manual de consulta rápida, pensado para ser utilizado durante supervisões, estudos de caso e atendimentos, ajudando você a tomar decisões clínicas com mais segurança e coerência. Porque uma boa intervenção nunca começa pela técnica.
Conteúdo

Este material é um instrumento de apoio à decisão clínica. Ele não substitui formação, supervisão, julgamento profissional nem avaliação individualizada de cada caso.

1. Não é protocolo de emergência. A árvore descrita aqui trata do manejo de picos de ativação emocional dentro de um contexto de cuidado já estabelecido, sessão, atendimento continuado, plantão psicológico. Situações de risco iminente de suicídio, heteroagressão, intoxicação aguda ou descompensação psicótica exigem protocolos próprios e, frequentemente, acionamento de rede (emergência médica, CAPS, SAMU 192, familiar responsável). O Passo 1 deste manual existe exatamente para separar esses casos.

2. Não é diagnóstico. Os cinco “modos de funcionamento” apresentados são categorias descritivas de estado momentâneo, não entidades nosológicas. Não constam do DSM-5-TR nem da CID-11, não devem ser registrados como diagnóstico e não devem ser comuni-cados ao paciente como se fossem características estáveis de personalidade.

3. Não é substituto de supervisão. O uso deste material por estudantes e estagiários deve ocorrer sob supervisão qualificada, conforme as normativas do Conselho Federal de Psicologia.

 

O que este material é — e o que não é

O QUE É

1. Uma heurística organizada de decisão, construída a partir de componentes com apoio empírico (TCC, DBT, TMC, ACT, pesquisa sobre aliança terapêutica).

2. Um roteiro para os primeiros 3 a 10 minutos de um pico emocional em sessão.

3. Um instrumento de treino: reduz a variabilidade da conduta em situações de alta pressão.

4. Compatível com qualquer abordagem que aceite regulação emocional como alvo clínico.

O QUE NÃO É

1. Um protocolo validado. A árvore, como estrutura integrada, não foi submetida a ensaio clínico. Os componentes têm evidência; o arranjo é clínico-racional.

2. Um plano de tratamento. Nada aqui substitui formulação de caso, conceitualização cognitiva e plano terapêutico.

3. Um algoritmo rígido. A árvore orienta a decisão; ela não decide por você.

4. Uma teoria nova sobre emoção. É engenharia clínica sobre conhecimento já disponível.

Para Quem

Idealizador do material didático

IIPSI Oficial
Gustavo Caribé
Psicólogo, neuropsicólogo, professor e pesquisador — CRP 03/4796

Especialista em psicopatologia, terapia cognitivo comportamental e neuropsicologia. Mestre em Ciências da Saúde pela UFBA. Diretor do IIPSI (Instituto Integrado em Psicologia), onde atua como supervisor clínico e professor em programas de formação em TCC e neuropsicologia. Leciona disciplinas em neuropsicologia e psicofarmacologia aplicada à prática clínica.

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